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Relação Cintura-Quadril

Divida a medida da cintura pela do quadril e veja seu risco cardiovascular segundo a Organização Mundial da Saúde.

A relação cintura-quadril (RCQ) indica onde seu corpo concentra gordura. Gordura concentrada na cintura (formato "maçã") está associada a maior risco cardiovascular do que gordura concentrada no quadril (formato "pera"), independentemente do peso total.

Preencha cintura e quadril para ver sua relação cintura-quadril.
Relação Cintura-Quadril (RCQ)
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Ferramenta educacional de triagem, baseada nos critérios da Organização Mundial da Saúde. Não substitui a avaliação de um médico ou nutricionista nem serve como diagnóstico.

Faixas de risco (OMS)

RiscoHomensMulheres
BaixoAbaixo de 0,90Abaixo de 0,80
Moderado0,90 – 0,990,80 – 0,84
Alto1,00 ou mais0,85 ou mais

O que essa relação revela

A relação cintura-quadril compara duas circunferências para descrever onde a sua gordura está, não quanta você tem. É informação que nem o peso nem o IMC conseguem dar, e que a literatura associa de forma consistente a risco cardiovascular e metabólico.

RiscoHomensMulheres
Baixoabaixo de 0,90abaixo de 0,80
Moderado0,90 a 0,990,80 a 0,84
Alto1,00 ou mais0,85 ou mais

Pontos de corte adotados pela Organização Mundial da Saúde para adultos. Populações asiáticas têm referências ligeiramente mais baixas.

Maçã e pera

Os dois padrões clássicos de distribuição têm significados diferentes. O padrão androide, chamado popularmente de maçã, concentra gordura no abdome e envolve mais gordura visceral, a que se acumula entre os órgãos. O padrão ginoide, ou pera, concentra em quadril e coxas, com predominância de gordura subcutânea.

A diferença não é estética: gordura visceral é metabolicamente ativa e está mais associada a resistência à insulina, alterações de lipídios e inflamação. Duas pessoas com o mesmo percentual de gordura corporal podem ter riscos bem diferentes dependendo de onde ela está.

A relação melhora pela cintura, não pelo quadril. Reduzir quadril não é objetivo desejável nem realista, porque ali há estrutura óssea e massa muscular glútea. O que muda o número é a redução da gordura abdominal, que responde a déficit calórico e a treino.

Como medir corretamente

Erro de medição é a principal fonte de variação aqui. Uma diferença de 2 cm na cintura muda a relação o suficiente para trocar a classificação de faixa, então a constância do método importa mais que a precisão absoluta.

Quando ela não se aplica bem

Gestantes, pessoas com IMC acima de 35, crianças e pessoas com distensão abdominal por causa clínica ficam fora da faixa de validação usual. Em IMC muito alto, a relação perde poder discriminatório porque ambas as medidas sobem juntas.

Ferramentas além do número

Quanto de cintura muda a sua classificação

A relação melhora reduzindo a cintura, não o quadril. Veja quantos centímetros separam você da próxima faixa.

Preencha cintura e quadril acima.

Comparar com as outras medidas

Nenhuma medida isolada conta a história toda. Veja como a sua cintura se comporta em outros indicadores de risco.

Acompanhe ao longo do tempo

Acompanhar a sua relação cintura-quadril

Medida sensível à gordura abdominal, que é a que mais pesa no risco cardiovascular. Fica guardado só neste navegador, sem cadastro e sem enviar nada para lugar nenhum.

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Perguntas frequentes

A gordura abdominal (visceral) se acumula ao redor dos órgãos internos e está mais associada a resistência à insulina, inflamação sistêmica e doenças cardiovasculares do que a gordura acumulada em quadril e coxas.
Para avaliar risco cardiovascular especificamente, muitos estudos consideram a RCQ (e a relação cintura-estatura) mais informativa que o IMC isolado, porque captura onde a gordura está concentrada, não só o peso total.
Cintura: na parte mais estreita do tronco, geralmente na altura do umbigo, sem prender a barriga. Quadril: na parte mais larga dos glúteos. Meça em pé, com a fita métrica paralela ao chão.
A relação cintura-quadril compara duas circunferências e descreve o padrão de distribuição de gordura. A cintura-estatura compara a cintura com a altura, que não muda, e por isso acompanha melhor a variação ao longo do tempo. Muitos estudos apontam a cintura-estatura como preditor um pouco mais simples e consistente.
Tecnicamente o número melhoraria, mas não é o caminho. O quadril é composto por estrutura óssea e massa glútea, e o que a relação pretende captar é gordura abdominal. O que realmente muda o risco é reduzir a cintura.
No ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca, que costuma ser a parte mais estreita. Se você não tem curvatura visível, use a altura do umbigo. O essencial é usar sempre o mesmo ponto em todas as medições.
Porque a distribuição natural de gordura difere. Mulheres tendem a acumular mais em quadril e coxas por influência hormonal, o que reduz a relação naturalmente. Por isso os pontos de corte femininos são mais baixos.
Muda, principalmente a cintura, que varia com digestão, gases e retenção. Diferenças de 2 a 3 cm entre manhã e noite são comuns. Meça sempre em jejum, pela manhã, para comparar valores equivalentes.
Em déficit calórico moderado, algo em torno de 1 cm a cada 3 ou 4 semanas é comum, com variação grande entre pessoas. A cintura frequentemente responde antes do peso total, o que a torna um indicador mais motivador no início do processo.
Fortalece a musculatura, o que melhora postura e estabilidade, mas não remove a gordura daquela região. Redução localizada de gordura por exercício específico não se sustenta na literatura. A cintura diminui com déficit calórico, e a ordem em que a gordura sai é determinada por genética e hormônios.
É um padrão relevante e nada raro: peso dentro da faixa considerada normal com acúmulo abdominal e pouca massa muscular. Do ponto de vista metabólico, essa combinação merece mais atenção do que um IMC levemente alto com cintura controlada.
Sim, na maior circunferência dos glúteos, com os pés juntos e sem contrair. A diferença está nos pontos de corte de interpretação, não na técnica de medição.
A cada 2 a 4 semanas é suficiente. Medir com mais frequência mostra variação de retenção e digestão em vez de mudança real na composição corporal.

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