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Calculadora de GET

Descubra o seu Gasto Energético Total (GET) diário e a meta calórica ideal para o seu objetivo — emagrecer, manter o peso ou ganhar massa.

O GET (Gasto Energético Total) é a quantidade de calorias que o seu corpo consome em um dia inteiro, somando o metabolismo em repouso com toda a energia gasta em movimento, digestão e atividade física. É o número de referência para montar qualquer estratégia nutricional: coma abaixo dele para emagrecer, próximo dele para manter o peso, e acima dele para ganhar massa.

Esta calculadora estima sua Taxa Metabólica Basal (TMB) pela equação de Mifflin-St Jeor, aplica o multiplicador do seu nível de atividade e ajusta o resultado conforme o objetivo escolhido.

Ajuste de 0% sobre o gasto de manutenção
Preencha idade, peso e altura para ver o seu gasto calórico diário.
Sua meta calórica diária
—kcal/dia
Taxa Metabólica Basal (TMB)—
GET de manutenção—
Ajuste aplicado—
Estimativa educacional baseada na equação de Mifflin-St Jeor. O gasto real varia de pessoa para pessoa — ajuste conforme a evolução do peso ao longo de 2 a 3 semanas. Não substitui avaliação de um nutricionista.

Como o GET é calculado

O cálculo acontece em três etapas:

  1. Taxa Metabólica Basal (TMB) — as calorias que você gastaria em repouso absoluto, pela fórmula de Mifflin-St Jeor:

    Homens: 10 × peso(kg) + 6,25 × altura(cm) − 5 × idade + 5
    Mulheres: 10 × peso(kg) + 6,25 × altura(cm) − 5 × idade − 161
  2. Fator de atividade — a TMB é multiplicada por um fator conforme sua rotina de exercício e movimento diário.
  3. Ajuste do objetivo — para emagrecimento aplica-se um déficit percentual; para ganho de massa, um superávit.
Nível de atividadeFator
Sedentário×1,2
Levemente ativo×1,375
Moderadamente ativo×1,55
Muito ativo×1,725
Extremamente ativo×1,9

Como usar o resultado

Use a meta calórica como ponto de partida e acompanhe o peso na balança por 2 a 3 semanas. Se o peso não se mover na direção esperada, ajuste a meta em 100 a 200 kcal. Para dividir essas calorias em proteína, carboidrato e gordura, use a calculadora de macros.

Como interpretar o seu gasto

O gasto energético total é tudo que você queima em 24 horas. Ele nasce da taxa metabólica basal multiplicada por um fator de atividade, e é sobre ele, não sobre a TMB, que você monta qualquer estratégia de dieta.

NívelFatorPerfil que costuma corresponder
Sedentário1,20Trabalho sentado, sem treino, menos de 5.000 passos por dia
Levemente ativo1,375Treino leve 1 a 3 dias, rotina majoritariamente sentada
Moderadamente ativo1,55Treino 3 a 5 dias por semana, rotina com alguma caminhada
Muito ativo1,725Treino 6 a 7 dias, ou trabalho em pé com treino regular
Extremamente ativo1,90Trabalho braçal pesado somado a treino diário, ou atleta

O erro mais comum: escolher o fator errado

A maioria das pessoas superestima o próprio nível. Treinar uma hora por dia e passar as outras quinze horas sentado não faz de você uma pessoa muito ativa: uma hora de musculação queima algo em torno de 200 a 400 kcal, o que muda menos o total do que parece. Se o seu trabalho é sentado e você treina quatro vezes por semana, 1,375 costuma descrever melhor a realidade do que 1,55.

Na dúvida, escolha o fator mais baixo. É mais fácil aumentar calorias quando o peso cai rápido demais do que descobrir depois de dois meses que nunca houve déficit.

A conta que realmente decide: não é o número que sai daqui, é o que acontece com o seu peso nas próximas três semanas. Se a média semanal não se move na direção esperada, o fator estava errado. Use a estimativa como hipótese inicial e corrija pela resposta real.

Do gasto até a meta de calorias

ObjetivoAjuste sobre o gastoRitmo esperado
Perder gordura, conservador−10%0,25 a 0,5% do peso por semana
Perder gordura, moderado−20%0,5 a 0,75% por semana
Perder gordura, agressivo−25%0,75 a 1% por semana, com mais risco de perder massa magra
Manter0%Peso estável na média de duas semanas
Ganhar massa+10 a +15%0,25 a 0,5% por semana

Déficits maiores que 25% raramente compensam: a perda adicional vem em grande parte de massa magra, a fome fica difícil de sustentar e a adesão cai. Para ganho de massa, superávits grandes aumentam principalmente a gordura, porque a velocidade de construção muscular tem um teto fisiológico que não responde a comer mais.

A referência de 7.700 kcal por quilo

Um quilo de tecido adiposo armazena aproximadamente 7.700 kcal. É de onde sai a projeção de que um déficit de 500 kcal por dia leva a cerca de meio quilo por semana. Funciona bem no início e vai perdendo precisão com o tempo, porque o gasto cai conforme o peso diminui e porque parte da variação de peso é água, não gordura.

Quando a conta não bate

Se o peso não se move como o previsto por três semanas seguidas, a ordem de investigação é esta:

Ferramentas além do número

Saber o gasto é metade. A outra metade é transformar isso em meta diária, entender quanto tempo leva e o que fazer quando o peso para de mudar.

Da meta de calorias até a data

Quanto tempo leva para chegar no peso que você quer, no déficit ou superávit que você escolheu na calculadora acima.

Calcule o gasto acima e informe o peso alvo.

O peso parou. E agora?

Informe o que aconteceu com o seu peso nas últimas semanas e veja se o problema é a meta, a adesão ou só o tempo de espera.

Acompanhe ao longo do tempo

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Perguntas frequentes

A TMB (Taxa Metabólica Basal) é a energia que seu corpo consumiria ficando deitado o dia inteiro, sem se mexer. O GET soma a TMB com toda a energia gasta em atividade física, trabalho e tarefas do dia a dia — por isso é sempre maior que a TMB.
A equação de Mifflin-St Jeor, considerada pela literatura científica a mais precisa para estimar a TMB da população geral em comparação com fórmulas mais antigas como Harris-Benedict.
Um déficit de 10% a 25% sobre o seu GET de manutenção é uma faixa segura e sustentável para a maioria das pessoas. Déficits maiores tendem a ser mais difíceis de manter e podem trazer mais perda de massa muscular junto com a gordura.
Não. É uma estimativa baseada em médias populacionais. O gasto calórico real varia conforme genética, composição corporal e nível de atividade real, que costuma diferir do que a pessoa acredita. Use o resultado como ponto de partida e ajuste conforme a evolução do seu peso nas primeiras semanas.
A TMB é o gasto em repouso absoluto, o mínimo para o corpo funcionar. O GET é o gasto total do dia, que soma a TMB, a digestão, o exercício e todo movimento do cotidiano. O GET é sempre maior, normalmente entre 1,2 e 1,9 vez a TMB.
Escolha pelo dia inteiro, não pelo treino. Trabalho sentado com treino três a quatro vezes por semana costuma corresponder a 1,375, não a 1,55, porque uma hora de treino muda menos o total do que a maioria imagina. Na dúvida, use o fator mais baixo e ajuste conforme o peso responder.
Entre 10% e 20% do gasto total resolve para a maioria dos casos, o que corresponde a perder de 0,5% a 0,75% do peso por semana. Déficits acima de 25% aceleram pouco e custam mais massa magra, fome e adesão.
Na maioria das vezes a ingestão real está acima da planejada, mesmo com boa intenção. Depois vêm fator de atividade superestimado, redução inconsciente de movimento e retenção de líquido. Pese a comida por uma semana e use a média semanal do peso antes de concluir que o problema é metabólico.
Sim, a cada 4 ou 5 kg de mudança. Um corpo menor gasta menos, então a mesma dieta que gerava déficit no início passa a gerar menos. Recalcular evita interpretar aritmética como platô inexplicável.
Pode fazer sentido para performance e adesão, distribuindo mais carboidrato nos dias de treino e menos nos de descanso. Mas o que determina o resultado é o total da semana, não o de cada dia. Se a soma semanal não muda, ciclar calorias não acelera nem atrapalha a perda de gordura.
Para frequência cardíaca e passos, costuma ir bem. Para calorias gastas, o erro é grande, frequentemente de 20% a 30% e quase sempre para mais. Use o relógio para acompanhar volume de atividade e tendência, não como fonte do número de calorias a comer.
É a redução do gasto além do explicado pela perda de peso, que acontece em dietas prolongadas. Envolve queda da atividade espontânea, ajustes hormonais e menor custo de movimentar um corpo mais leve. Períodos planejados em manutenção e treino de força com proteína adequada reduzem o efeito.
É possível em situações específicas: iniciantes no treino de força, pessoas retomando após pausa longa e quem tem percentual de gordura mais alto. Acontece em déficit pequeno, com proteína alta e treino de força consistente. Para quem já treina há anos e é magro, a recomposição é lenta a ponto de não valer como estratégia principal.
Na balança, duas a três semanas de média semanal já mostram tendência. No espelho e nas roupas, geralmente de seis a oito semanas. Em circunferências, a cintura costuma responder antes do peso total, o que faz dela um indicador mais motivador no começo.

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